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The Last Days of Ottoman Rule, 1876-1918

INTRODUÇÃO

PALESTINA era o nome usado por Heródoto e outros escritores gregos e latinos quando se referiam à terra costeira da Filistia e também às vezes à região entre a costa e o Vale do Jordão. No começo do Império Romano, o nome Palaestina foi dado à área em torno de Jerusalém. Os bizantinos, por sua vez, nomearam a província a oeste do Rio Jordão, que vai do Monte Carmelo (no norte) até Gaza (no sul), Palestina Prima.

Cronologia, 1876-1918

                  

1876                       

Promulgada a Constituição Otomana.

1876–1877        

A Inauguração de um Hospital

4 Shaikh Badr, um subúrbio no oeste de Jerusalém perto da vila de Deir Yassin (veja 411). Os participantes da cerimônia incluem funcionários de alto escalão do governo otomano, entre eles árabes palestinos (em traje formal na varanda), assim como outros palestinos notáveis e funcionários públicos.

Ramle, vista do oeste

Ramle, vista do oeste. Ramle foi fundada pelos árabes em 716 d.C., e por algum tempo foi a capital da província árabe (djund) da Filastin (Palestina).

A Revolução dos “Jovens Turcos” (1)

6 O Grande Serai (veja 164, 393), que abriga escritórios do governo local, Jaffa, julho de 1908.

O Kaiser em Jerusalém

5 O Kaiser Wilhelm II da Alemanha na Mesquita do Domo da Rocha (veja 1), Jerusalém, 1898. A visita do kaiser teve a intenção de sinalizar para as outras potências europeias o interesse da Alemanha no leste árabe, e fortalecer os laços entre alemães e otomanos.

Jemal Pasha

8  Jemal Pasha, membro do triunvirato “Jovens Turcos”, o qual governou o Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, com seus funcionários em Jerusalém. Jemal Pashal se tornou governador-geral e comandante do Quarto Exército Otomano na Síria-Palestina em 1914.

A Revolução dos “Jovens Turcos” (2)

7  Jerusalém, 1908: Manifestação palestina, com funcionários do governo, celebrando Al-Hurriyyah. 

Jemal Pasha Revisando As Tropas

9  Jemal Pasha revisando as tropas nos subúrbios no oeste de Jerusalém, ca. 1917.

Oficiais do Estado-Maior alemães e turcos

13  Jerusalém, 1917: Oficiais do Estado-Maior alemães e turcos. 

A Estação de Trem de Jerusalém

12  A estação de trem de Jerusalém, 1917: Jemal Pasha, governador-geral otomano na Síria-Palestina, e o General Erich von Falkenhayn, chefe da missão militar alemã ao Oriente. 

Surrendering Jerusalem

14  Jerusalém, 9 de dezembro de 1917: sargentos britânicos pertencentes a uma companhia de avanço do 219º Batalhão, Regimento de Londres, aceitando a rendição de Jerusalém por Hussein Salim al-Husseini, prefeito de Jerusalém (quarto à direita, com a bengala).

A proclamação de Allenby

16  A proclamação de Allenby: “[…] para evitar que qualquer um de vocês se alarme […]”. 

A Cidadela, Cidade Antiga de Jerusalém

15  A Cidadela, Cidade Antiga de Jerusalém, 11 de dezembro de 1917: General Sir Edmund Allenby, comandante-chefe da Força Expedicionária Aliada, na ocasião da proclamação do estado de sítio após sua entrada na cidade. 

Tropas indianas

19  Tropas indianas (lançadores Jodhpore e Mysore, 15ª Brigada do Serviço Imperial de Cavalaria) entram em Haifa, 23 de setembro de 1918.

Homens de um dos contingentes sob o comando de Allenby, o 4º Regimento Chausseurs d’Afrique

18  Homens de um dos contingentes sob o comando de Allenby, o 4º Regimento Chausseurs d’Afrique, entram na vila de Anabta a leste de Tulkarem no centro da Palestina, final de setembro de 1918. 

Tropas da 5ª Brigada Australiana de Montaria Leve

17  Tropas da 5ª Brigada Australiana de Montaria Leve, sob o comando de Allenby, entram em Nablus para estabelecer o controle aliado, 21 de setembro de 1918.

Olhando a vila de Askar

20   Homem a cavalo olhando a vila de Askar a leste de Nablus, centro da Palestina. 

Olhando em Direção a Marj Ibn Amer

22   Uma pessoa olhando em direção a Marj Ibn Amer (a Planície de Jezreel). 

On the Slopes of Mount Tabor

21   Homem a cavalo olhando a vila de Daburiyyah numa encosta do Monte Tabor, na Galileia. 

Vila de Battir

24  Vila de Battir, sudoeste de Jerusalém. 

View of Shepherds' Field from Bethlehem

Campo dos Pastores visto de Belém. A vila ao fundo é Beit Sahur. Note as projeções horizontais para plantio. 

Vila de Ein Karim

26  Vila de Ein Karim, oeste de Jerusalém (Bonfils).

Vista Geral de Jenim

25  Vista geral de Jenim, no centro da Palestina (Bonfils).1

Mar Saba

27 Monastério cristão de Mar Saba, homenagem ao ascético bizantino do mesmo nome que morreu em 531 d.C. O monastério é localizado a sudeste de Jerusalém. Mar é a palavra árabe para “santo”.

Poço de Tabita

Santuário muçulmano no lugar tradicional do Poço de Tabita, leste de Jaffa. Tabita (Dorcas) é mencionada nos Atos dos Apóstolos 9:36–41. 

Túmulo de Nabi Yusuf

Santuário muçulmano no lugar tradicional do túmulo de Nabi Yusuf (Profeta José), a leste de Nablus. 

Mesquita de Nabi Samu’il

28   Mesquita de Nabi Samu’il (Profeta Samuel), ao noroeste de Jerusalém (Bonfils).

Musa Janini

Musa Janini (1858–1938), um ancião de Ain Karem, distrito de Jerusalém. Note o casaco com forro de lã de ovelha. 

Duas Meninas de Belém

Retrato feito por Bonfils de duas meninas de Belém. Cada região da Palestina tem um padrão de bordado e estilos distintos para o adorno de roupas femininas. Os adereços para cabeça em geral contêm moedas. 

Café e Narguile

Mulheres de Belém em casa tomando café e fumando narguile, ou “hubble bubble”.

Gaza, "a Cidade de Hashim"

Gaza, "a Cidade de Hashim", assim chamada porque Gaza é o lugar onde foi enterrado Hashim, bisavô do profeta Muhammad (Bonfils).

Auja al-Hafir

Auja al-Hafir, perto da fronteira com o Egito; no primeiro plano está a praça central. Observe os acampamentos do exército otomano nos arredores.

A Cidade Antiga de Jerusalém, vista do campanário da Igreja de São Salvador

A Cidade Antiga de Jerusalém (olhando-se ao leste em direção ao Monte das Oliveiras), vista do campanário da Igreja de São Salvador. Note a Mesquita do Domo da Rocha, canto superior direito (Bonfils).

Hebron (AI-Khalil em árabe)

Hebron (AI-Khalil em árabe). O nome árabe significa "amigo" ou "companheiro", uma referência a Abraão, o "amigo" ou "companheiro" de Deus, que foi enterrado em Hebron, como acreditam tanto os muçulmanos quanto os judeus.

A vista externa das muralhas

Cenas na Porta de Jaffa, na Cidade Antiga de Jerusalém: a vista externa das muralhas.

Cenas na Porta de Jaffa

Cenas na Porta de Jaffa, na Cidade Antiga de Jerusalém: (40) uma fotografia de Bonfils tirada entre as paredes de dentro para fora, e (41) a vista externa das muralhas.

Jaffa trilhos de trem

Jaffa: um dos primeiros píeres com trilhos de trem a serem construídos no porto.

A Mesquita al-Aqsa

A Mesquita al-Aqsa, Jerusalém (veja 1), construída pelo Califa Al-Walid ibn-Abd al-Malik (705–715 d.C.). Posteriormente mantida e embelezada por sucessivos governantes árabes e muçulmanos, ela foi o centro da atenção religiosa de milhões de muçulmanos ao redor do mundo.

Peregrinos russos no rio Jordão

Peregrinos russos no rio Jordão. A partir do desenvolvimento da navegação a vapor, o número de peregrinos cristãos da Europa aumentou imensamente

O Domo da Rocha visto da Mesquita al-Aqsa

O Domo da Rocha visto da Mesquita al-Aqsa. No primeiro plano está al-kas (“a copa”), um chafariz para abluções rituais (Bonfils).

Dia de Natal

Peregrinos entrando na cidade de Belém no dia de Natal (Bonfils).

Groto da Natividade, Igreja da Natividade

Groto da Natividade, Igreja da Natividade, Belém. Observe o policial mantendo guarda para evitar conflito entre seguidores de diferentes denominações cristãs.

Mesquita Branca

 O minarete da Mesquita Branca em Ramle, também conhecido como a Torre dos 40 Mártires. Reconstruído em 1318 d.C., ele estava situado no meio da muralha que circundava a mesquita ao norte. A mesquita por sua vez está em ruínas. 

Rezando no Muro das Lamentações

Mulheres judias rezando no Muro das Lamentações, Jerusalém. Durante os séculos de governo árabe e muçulmano na Palestina, judeus tinham acesso livre ao Muro das Lamentações. O acesso passou a ser um problema apenas depois da Guerra de 1948 e da consequente diáspora palestina (veja 90, 203).

Procissão cristã ortodoxa no dia da Páscoa

Procissão cristã ortodoxa no dia da Páscoa (note as velas acesas) do Patriarcado Grego até o Santo Sepulcro na Cidade Antiga de Jerusalém, ca. 1910. 

Santa Ana

A igreja dos cruzados de Santa Ana na Cidade Antiga de Jerusalém, construída em 1140 d.C. O governador otomano deu a igreja para a França em 1856, por isso a bandeira tricolor francesa (Bonfils).

Escola Cristã-Ortodoxa de Meninas

Funcionários e alunas da Escola Cristã-Ortodoxa de Meninas, em Beit Jala (próximo a Belém), 1906. Observe que as estudantes estão usando seus trajes tradicionais.

Partida de Futebol

Uma partida de futebol no bairro palestino de Bab al-Zahirah (Porta de Herodes), do lado de fora das muralhas da Cidade Antiga ao nordeste – talvez a fotografia mais antiga de um evento esportivo em Jerusalém. Note o túmulo muçulmano no primeiro plano, à direita. 

Escola Britânica Anglicana São Jorge para Meninos

A Escola Britânica Anglicana São Jorge para meninos, fundada em Jerusalém em 1899, foi uma de muitas escolas fundadas na segunda metade do século 19 por missionários europeus e americanos.

Escola Dusturiyyah (Constitucional)

A Escola Dusturiyyah (Constitucional), em Jerusalém, 1909, assim chamada por causa da Constituição Otomana promulgada em 1908 (veja 3, 6–7). Seu fundador e diretor, Khalil Sakakini (sentado, primeiro à esquerda), foi um respeitado ensaísta e acadêmico cristão ortodoxo palestino.

Biblioteca Khalidi

Um canto da Biblioteca Khalidi, Bab al-Silsilah (Porta da Corrente), Cidade Antiga de Jerusalém, ca. 1914. A biblioteca foi fundada em 1900 através da doação feita pela mãe de Haj Raghib al-Khalidi (sentado, segundo a partir da direita).

Time de Futebol do São Jorge

Time de futebol do São Jorge. Um dos feitos que mais lhes deu orgulho foi derrotar o time da Universidade Americana de Beirute no Líbano em 1909 (veja 231–232).

Faidi al-Alami

Faidi al-Alami, prefeito de Jerusalém entre 1906 e 1909, e representante da cidade no Parlamento Otomano de 1914 a 1918. Alami foi também um intelectual, e publicou uma extensa tabela de equivalência do Corão.

Ruhi al-Khalidi

Ruhi al-Khalidi (1861–1913), eleito por Jerusalém ao Parlamento Otomano em 1908 e 1912, e vice-presidente do Parlamento em 1911. No começo da carreira ele fez palestras na Sorbonne e trabalhou como cônsul-geral otomano em Bordeaux.

Izzat Tannous

O jogador da São Jorge à direita é Izzat Tannous, um palestino protestante que se tornou médico e representante da Palestina no Alto Comitê Árabe da Assembleia Geral das Nações Unidas (este comitê foi o órgão político palestino mais importante durante o período do Mandato Britânico; veja 242).

Nicola Abdo

Nicola Abdo, administrador do Patriarcado Ortodoxo, Jerusalém. 

Shaikh As'ad al-Shukairi

Shaikh As’ad al-Shukairi, eleito por Acre ao Parlamento Otomano em 1908 e 1912. Ele estudou lei religiosa islâmica, graduando-se pela Universidade Al Azhar, do Cairo.

Arif Pasha Dajani

Arif Pasha Dajani (morto em 1930), prefeito de Jerusalém durante a Primeira Guerra. Imediatamente depois da guerra ele encabeçou a Sociedade Muçulmano-Cristã em Jerusalém.

Khalil Raad

Khalil Raad, famoso fotógrafo protestante palestino de Jerusalém, e proprietário de outra das coleções usadas neste álbum. Ele estudou fotografia em Basel, e aparece aqui em uniforme do exército otomano durante a Primeira Guerra Mundial (veja 124–136).

Khalil Jawhariyyah

Khalil Jawhariyyah era irmão de Wasif Jawhariyyah, notável conhecedor cristão ortodoxo, e proprietário de uma das extensas coleções fotográficas mais usadas neste álbum. Khalil é visto aqui com o uniforme de soldado do exército otomano durante a Primeira Guerra Mundial (veja 201).

Theodore Baramki

Theodore Baramki, juiz cristão ortodoxo de Jerusalém, em traje formal otomano. 

Sa'id al-Shawwa

Sa’id al-Shawwa, notável líder de Gaza e exportador de grãos. Depois da ocupação britânica, ele se tornou prefeito de Gaza e membro do Conselho Supremo Muçulmano – o mais alto departamento responsável por assuntos da comunidade muçulmana.

Nazif al-Khalidi

Nazif al-Khalidi, engenheiro de Jerusalém. Ele foi um dos principais auxiliares do engenheiro-chefe alemão Meissner, que supervisou a construção da ferrovia de Hijaz, iniciada em 1900; essa ferrovia ligava Damasco a Medina.

George Humsi

George Humsi, advogado cristão ortodoxo e escritor, Jerusalém. 

Saba Ya'qub Sa'id

Saba Ya’qub Sa’id, advogado cristão ortodoxo e conselheiro jurídico do Patriarcado Ortodoxo na Palestina. 

Musa Kazim Pasha al-Husseini

Musa Kazim Pasha al-Husseini, o grande estadista da política palestina nos anos de 1920 e início de 1930. Graduado pela Maktab Mulkiye (Escola de Serviço Público) em Constantinopla, ele ocupou vários cargos importantes no Império Otomano.
Ele foi o pai de Abd al-Qadir al-Husseini, que se tornou um líder da resistência palestina durante a Grande Rebelião de 1936–39 e novamente na Guerra de 1948 (veja 253, 396, 409–411).