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Civil War and the Destruction of the Palestinian Community, 1947-1948

Introdução: Guerra Civil e a Destruição da Comunidade Palestina Novembro 1947–Maio 1948

O problema palestino estava próximo de atingir seu auge catastrófico. Em 29 de novembro de 1947 a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução recomendando a partilha da Palestina em um Estado judeu, um Estado palestino e um regime internacional especial (corpus separatum) para Jerusalém e seus arredores; uma união econômica seria estabelecida entre o Estado judeu e o Estado palestino. Os palestinos e outros árabes ficaram perplexos, enquanto os sionistas e seus simpatizantes ficaram eufóricos. A reação de cada lado desmentia a alegação de que aquela tinha sido uma decisão conjunta, de aceitação mútua.

Cronologia 1947 - 1948

1947

10 de novembro: EUA e União Soviética concordam em apoiar o plano de partilha do Comitê Especial para a Palestina das Nações Unidas (CEPNU), o qual determina que o fim do Mandato Britânico será no dia 1º de maio.

A Importação de uma Indústria Militar

Já em 1945, David Ben-Gurion (então presidente do Executivo da Agência Judaica) organizou uma visita aos Estados Unidos para a compra de toda a produção de algumas fábricas militares, que estavam vendendo seus armamentos nominalmente como sucata ao final da Segunda Guerra.

Os Britânicos Aprisionados

Arame farpado e outros tipos de barreiras são colocados em volta do complexo administrativo britânico (à esquerda) no centro de Jerusalém para proteção contra atos de terrorismo de grupos sionistas, outono de 1947. 

A Partilha das Nações Unidas

Em 29 de novembro de 1947 a resolução recomendando a partilha da Palestina em um Estado judeu e um Estado palestino foi praticamente imposta pelos Estados Unidos durante a Assembleia Geral da ONU. Ela foi recebida com choque e consternação pelo mundo árabe e pelos muçulmanos.

Terrorismo Sionista

Uma bomba lançada de um táxi a um ônibus na área residencial palestina ao lado da Porta de Herodes, Jerusalém, 20 de dezembro de 1947, matou 17 civis palestinos. Os culpados eram membros do Irgun (veja 294–295).

A Recomendação de Partilha da ONU Precipitou uma Guerra Civil

A recomendação de partilha da ONU (resoluções da Assembleia Geral da ONU não são obrigatórias) precipitou uma série de conflitos entre judeus e palestinos.

Vítima do Zionisma

Policial palestino carregando uma criança vítima do incidente mostrado na foto 391.

Ruínas do Hotel Semiramis

Ruínas do Hotel Semiramis, localizado no bairro residencial palestino de Bak’a em Jerusalém Oeste. Em 5 de janeiro de 1948 (um dia depois do incidente registrado na foto 393) membros do Haganah explodiram o hotel, matando 21 hóspedes incluindo mulheres e crianças (veja 308).

Ruínas do Grand Serai

Ruínas do Grand Serai, Jaffa (veja 6, 164). Um caminhão cheio de explosivos escondidos debaixo de laranjas foi estacionado na entrada do prédio no dia 4 de janeiro de 1948 por membros da Gangue Stern (veja 293). A explosão resultante destruiu o prédio e matou 26 civis palestinos.

Resistência Palestina e Retaliação

No começo de janeiro de 1948 Abd al-Qadir al-Husseini (veja 78, 253, 409–411) retornou à Palestina depois de dez anos de exílio, e começou a organizar a resistência contra a partilha forçada da Palestina.

Se Protegem dos Franco-Atiradores

Civis palestinos (e policiais britânicos) se protegem dos franco-atiradores, Jerusalém, fevereiro de 1948. 

Explosão na Rua Ben Yehuda

57 civis judeus morreram numa explosão na rua Ben Yehuda em Jerusalém no dia 22 de fevereiro de 1948

Explosão 'Palestine Post'

Adotando as táticas introduzidas pelos terroristas sionistas, a resistência palestina retaliou com carros-bombas contra alvos judeus: (400) uma explosão nos escritórios do jornal Palestine Post em Jerusalém matou 20 civis judeus em 1º de fevereiro 1948

Sede da Agência Judaica

Adotando as táticas introduzidas pelos terroristas sionistas, a resistência palestina retaliou com carros-bombas contra alvos judeus: 12 civis judeus morreram na sede da Agência Judaica em Jerusalém em 11 de março de 1948. 

Fawzi al-Qawukji

Ambos os lados recebem voluntários do exterior. Os sionistas tinham duas organizações formadas para recrutar tais voluntários: Gahal e Mahal. A Gahal treinou cerca de 20 mil voluntários em vários países europeus e os transportou para a Palestina.

Soldados Irregulares do ELA

Ambos os lados recebem voluntários do exterior. Os sionistas tinham duas organizações formadas para recrutar tais voluntários: Gahal e Mahal. A Gahal treinou cerca de 20 mil voluntários em vários países europeus e os transportou para a Palestina.

A Luta Pelas Estradas (3)

Fotos 405, 406 e 407, tiradas no distrito de Jerusalém na primavera de 1948, mostram um veículo blindado para o transporte de tropas, seguido de um outro veículo e um ônibus, ambos blindados.

A Luta Pelas Estradas (2)

Fotos 405, 406 e 407, tiradas no distrito de Jerusalém na primavera de 1948, mostram um veículo blindado para o transporte de tropas, seguido de um outro veículo e um ônibus, ambos blindados.

A Luta Pelas Estradas (1)

Fotos 405, 406 e 407, tiradas no distrito de Jerusalém na primavera de 1948, mostram um veículo blindado para o transporte de tropas, seguido de um outro veículo e um ônibus, ambos blindados.

Emboscada de Hebron

Na foto 408, soldados irregulares palestinos se preparam para armar uma emboscada, distrito de Hebron, primavera de 1948. 

Recuperaram Castel

Em 8 de abril os palestinos recuperaram Castel, mas Abd al-Qadir foi morto enquanto liderava seus soldados. Esta foto é do seu funeral em 9 de abril na Mesquita do Domo da Rocha em Jerusalém (para o funeral do seu pai, Musa Kazim Pasha al-Husseini, veja 111–112).

Castel Contra-ataque

Na noite de 7 para 8 de abril, sob o comando de Abd al-Qadir al-Husseini (veja 253, 396), soldados irregulares palestinos contra-atacaram os membros do Haganah que ocupavam Castel. Aqui os palestinos são vistos a caminho do contra-ataque.

Deir Yassin

Enquanto o Haganah lutava para recapturar Castel em 9 de abril de 1948, 80 homens do Irgun, sob as ordens de Menachem Begin, atacaram o vilarejo de Deir Yassin (mostrado aqui), nos arredores a oeste de Jerusalém, cerca de cinco quilômetros a leste de Castel e próximo do bairro judeu de Givat Sha

No total, cerca de 200 vilas palestinas foram atacadas e capturadas pelas forças sionistas até o final do Mandato, em 15 de maio de 1948. Muitos dos moradores sofreram ferimentos ou morreram, e todos foram expulsos ou fugiram amendrontados de suas casas. 

Irgun Terrorismo

Membros do Irgun passam por buracos feitos nas casas palestinas. 

Manshiyeh Área

Ruínas do bairro de Manshiyeh. 

Fugir Jaffa

Sem uma organização militar apropriada nem defesa civil, a moral da população palestina desabou sob o peso das ofensivas do Haganah e Irgun. Aqui, mulheres e crianças tentam salvar o que podem antes de fugir da cidade.  

Mar Adentro

Palestinos são empurrados para o mar, Porto de Jaffa, final de abril de 1948. Com as saídas terrestres bloqueadas pelo Haganah, dezenas de milhares de moradores de Jaffa e vizinhanças escapam de barco para Gaza e o Egito; vários morrem afogados.

Ruínas

Ruínas de Sumeiriya, vila vizinha ao norte de Acre, ilustrando o destino de quase 400 vilas palestinas ao final de 1948.

Captura Acre

Moradores civis de Acre sendo conduzidos como gado para a prisão depois da captura da cidade, 17 de maio de 1948. 

Capturando Acre

Forças do Haganah capturando Acre, cerca de 16 de maio de 1948. A cidade de Acre também fica do lado de fora das fronteiras do Estado judeu previsto na recomendação de partilha da ONU. 

Combate Noturno

Combate noturno em Jerusalém, começo de maio, 1948. 

Haganah em Jerusalem

Uma coluna militar do Haganah chega a Jerusalém de Tel Aviv, abril de 1948, dando seguimento ao Plano Dalet (veja 409–411).

Cenas de Devastação (2)

Cenas de devastação nas áreas residenciais palestinas em Jerusalém Leste, abril e começo de maio, 1948:  escombros no bairro de Musrara

Cenas de Devastação (1)

Cenas de devastação nas áreas residenciais palestinas em Jerusalém Leste, abril e começo de maio, 1948: uma casa do bairro de Sa’ad-Sa’id em ruínas

Cenas de Devastação (3)

Cenas de devastação nas áreas residenciais palestinas em Jerusalém Leste, abril e começo de maio, 1948: escombros do centro comercial em frente à Porta de Jaffa.

Abandonando o Navio

O General Sir Alan Cunningham, alto-comissário britânico, fazendo a inspeção da guarda de honra ao deixar sua residência oficial em Jerusalém pela última vez, 14 de maio de 1948. O Mandato Britânico para a Palestina chegou a seu infame desfecho no dia 15 de maio de 1948 (veja 16, 79).

Conde Bernadotte

No dia 13 de maio de 1948, o Conde Bernadotte, membro da família real sueca e representante na Europa da Cruz Vermelha Internacional durante a fase final da Segunda Guerra Mundial, foi nomeado pela ONU como mediador para um acordo no conflito palestino.

Nahr al-Barid

Um campo regular de refugiados em Nahr al-Barid no norte do Líbano, inverno de 1948.